Para homenagear as mães, escolhemos apresentar Deus de uma forma pouco convencional. Todos nós conhecemos o lado paterno de Deus, mas, normalmente, seu lado materno é ignorado. Será que Deus se apresentaria na Bíblia utilizando a figura de uma mãe? Se sim, não seria esta uma homenagem surpreendente neste dia tão especial? Vejamos o que a Bíblia nos diz nessa direção.

Em Isaías 66:13, o Senhor Deus diz: “Como alguém a quem consola sua mãe, assim eu vos consolarei; e em Jerusalém vós sereis consolados.” Deus se compromete em consolar o aflito como uma mãe consola seu filho. Por saber que as mães são consoladoras, Deus se compara a uma mãe na condição de Consolador. As mães têm uma sensibilidade especial e Deus, totalmente compreensivo e capaz de se colocar no lugar do sofredor, vê nas mães a bênção da consolação.

Através do profeta Jeremias 31:20, ficamos conhecendo um pouco mais do que Deus pensa de Si mesmo: Ele se apresenta como uma mãe compadecida: “Não é Efraim para mim um filho precioso, criança das minhas delícias? Porque depois que falo contra ele, ainda me lembro dele solicitamente; por isso se comovem por ele as minhas entranhas; deveras me compadecerei dele, diz o Senhor.” Deus está dizendo que Efraim é como um filho das suas entranhas, do seu ventre. Logo após brigar com o filho, a compaixão, como hábil alpinista, escala o útero e alcança o coração. Assim, a correção necessária se dá na justa medida. Deus se compara às mães virtuosas que disciplinam em amor.

Deus diz gritar, como aquela que está em trabalho de parto. “Por muito tempo me calei; estive em silêncio, e me contive; mas agora darei gritos como a que está de parto” (Is 42:14a). A Bíblia apresenta a dor de parto como a pior de todas as dores, valorizando assim a maternidade. Ser mãe é experimentar a dor e sobrepujá-la.

Por fim, sabedor da bênção de ser mãe, Deus se apresenta na Bíblia também como parteira. As parteiras têm a habilidade de contribuir para que as mães e as futuras mães tenham seus filhos com segurança. Assim ora o salmista: “Mas tu és o que me tiraste do ventre; fizeste-me confiar, estando aos seios de minha mãe.” (Sl 22:10). Deus, como competente parteira, não só traz a criança à vida, mas acompanha cada fase de seu desenvolvimento.

Talvez esta seja a maior das virtudes de ser mãe: ter em Deus o modelo de consolo e compaixão de que os filhos carecem. Ao pensar nos filhos como preciosos frutos, veio à nossa mente a figura do Espírito de Deus, como aquele que gera em nós o fruto do “amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança”. (Gl 5:22). Qual mãe não anseia e não se vê diante dos desafios de praticar cada uma dessas nove qualidades do fruto espiritual, com seus filhos? Os filhos, frutos do amor, nos ensinam e nos desafiam que precisamos ser dóceis, amáveis, bondosas, pacientes, mansas, temperantes, mesmo diante de situações que, se não fosse por amor aos filhos, não conseguiríamos enfrentar. Se permitirmos, o Espírito gerará em nós o Seu fruto para que possamos conduzir os frutos do nosso ventre na virtude do amor. Feliz dia das mães!

Roberta Grisi Caixeta de Araujo e Pr. Tarcisio Caixeta de Araujo

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