Origem da Convenção Batista Brasileira

Em 1882, quando foi organizada a Primeira Igreja Batista, voltada para a evangelização do Brasil, já existiam duas outras Igrejas Batistas, organizadas por imigrantes norte-americanos, residentes na região de Santa Bárbara do D’Oeste e Americana, em São Paulo.

Os casais de missionários Batistas norte-americanos, recém-chegados ao Brasil, Willian Buck Bagby e Anne Luther Bagby, os pioneiros; e Zacharias Clay Taylor, Kate Stevens Crawford Taylor, auxiliados pelo ex-padre Antônio Texeira de Albuquerque, batizado em Santa Bárbara D’Oeste; decidiram iniciar a sua missão na cidade de Salvador, na Bahia, com 250.000 habitantes. Ali chegaram no dia 31 de agosto de 1882 e no dia 15 de outubro organizaram a PIB do Brasil com cinco membros; os dois casais de missionárias e o ex-padre Antônio Teixeira.

 Nos primeiros 25 anos de trabalho, Bagby e Taylor, auxiliados por outros missionários e, por um número crescente de brasileiros, evangelistas e pastores, já tinham organizado 83 Igrejas, com aproximadamente 4.200 membros.

Organização da Convenção

Segundo José dos Reis Pereira, Salomão Ginsburg foi a primeira pessoa a pensar na organização de uma Convenção Nacional dos Batistas Brasileiros.

Mas, somente em 1907, a ideia foi concretizada. A. B. Deter, Zacharias Taylor e Salomão Ginsburg concordaram em dar prosseguimento ao plano. Eles conseguiram a adesão de outros missionários e de líderes brasileiros, inclusive Francisco Fulgêncio Soren, que tinha, inicialmente, algumas reservas.

A comissão organizadora optou pela data de 22 de junho de 1907 para organizar a Convenção, na cidade de Salvador, quando transcorreriam os primeiros 25 anos do início do trabalho Batista brasileiro, também começado na referida cidade.

No dia aprazado, no prédio do ALJUBE, onde funcionava a Primeira Igreja Batista de Salvador, em sessão solene, foi realizada a primeira Assembleia da Convenção Batista Brasileira, composta de 43 mensageiros enviados por Igrejas e Organizações. A casa estava cheia. O clima era de festa, celebrando o que Deus fizera a partir daquele início tão pequeno!

Criada a Convenção, foi eleita sua primeira diretoria: Presidente – Francisco Fulgêncio Soren; 1º vice-presidente – Joaquim Fernandes Lessa; 2º vice-presidente – João Borges da Rocha; 1º secretário – Teodoro Rodrigues Teixeira; 2º secretário – Manuel I. Sampaio; tesoureiro – Zacharias Taylor. A motivação básica da criação da Convenção foi missões e falava-se na evangelização de Portugal, do Chile e da África. Foram criadas, além das duas Juntas Missionárias – Missões Nacionais e Missões Estrangeiras (hoje Missões Mundiais) -, outras juntas: para a Casa Publicadora Batista, para Escola Bíblica Dominical, para União de Mocidade Batista, para Educação e Seminário, e para a Administração do Seminário. Ao todo, sete Juntas.

Junta de Missões Nacionais

A Junta de Missões Nacionais (JMN) foi organizada em 1907, na primeira Assembleia da Convenção Batista Brasileira (CBB). Inicialmente foi chamada de Junta de Evangelização Nacional. Joaquim Fernandes Lessa foi eleito secretário – correspondente e tesoureiro da Junta de Evangelização Nacional. Em sua fala, demonstrou interesse pela evangelização dos indígenas. A primeira sede foi em Campos dos Goytacazes – RJ.

A primeira oferta para missões aconteceu na segunda sessão da primeira Assembleia da Anual da CBB, em 1907. A ideia era multar quem chegasse atrasado. Ninguém chegou, mas, mesmo assim, uma grande oferta foi levantada, dois mil contos de rés. O recurso foi utilizado para o envio do primeiro missionário ao estado do Acre, Crispiniano Dario da Silva. Ele foi o primeiro missionário de Missões Nacionais. Atualmente, o pastor Fernando Brandão é o diretor executivo, cargo que assumiu em 2007.

Junta de Missões Mundiais

A Junta de Missões Estrangeiras, seu nome original, surgiu mediante parecer apresentado pelo missionário Willim B. Bagby na sexta sessão, no último dia da Convenção, em 27 de junho de 1907. Foram membros da histórica e altamente qualificada comissão: Salomão Luiz Ginsburg, Eurico Alfredo Nelson, Albert Lafayette Dunstan e Francisco Fulgêncio Soren.

Na mesma assembleia, dois mensageiros, Eurico Alfredo Nelson e W. H. Cannada, propuseram, com apoio, que a Junta recém-criada enviasse o missionário Bagby ao Chile para conhecer os Batistas ali existentes e definir se aquele país deveria ser, ou não, o primeiro campo missionário estrangeiro dos Batistas brasileiros; e também que a Junta de Missões Estrangeiras estudasse a possibilidade de abrir um trabalho Batista em Portugal.